segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Lenda Brasileira

Boitatá

 
Boitatá é um termo tupi-guarani, o mesmo que BaitatáBiatatáBitatá e Batatão, usado para designar, em todo o Brasil, o fenômeno do fogo-fátuo e deste derivando algumas entidades míticas,um dos primeiros registrados no país.
Em 1560 registrou o Padre José de Anchieta:
"Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados baetatá, que quer dizer cousa de fogo, o que é o mesmo como se se dissesse o que é todo de fogo. Não se vê outra cousa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os, como os curupiras; o que seja isto, ainda não se sabe com certeza." (in: Cartas, Informações, Framentos Históricos, etc. do Padre José de Anchieta, Rio de Janeiro, 1933)
No folclore brasileiro, o Boitatá é uma gigantesca cobra-de-fogo que protege os campos contra aqueles que o incendeiam. Vive nas águas e pode se transformar também numa tora em brasa, queimando aqueles que põem fogo nas matas e florestas.
A causa desse mito pode ser explicada com uma reação química, ossos de animais, como bois, cavalos etc. que são ricos em fósforo branco, que é um material inflamável(diferente do fósforo vermelho que é usado como medicamento), se aglomeram em um lugar, o osso começa a se decompor, e sobra apenas o fósforo. Quando um raio ou faisca, entra em contato com os ossos semi-decompostos causa uma enorme chama.
A palavra, de origem indígena como a lenda, tem o significado de cobra (mboi) de fogo (tata), sendo Mbãetata em sua lingua original. Pensaram entao, em juntar as duas palavras (mboi e tata) para transforma-las neste mito: Boitatá.
Na obra Lendas do Sul, de João Simões Lopes Neto, há um conto com este nome que descreve bem o que seja a lenda. Há registro de que a primeira versão da história foi feita pelo padre José de Anchieta, que o denominou com o termo tupi Mbaetatá - coisa de fogo. A idéia era de uma luz que se movimentava no espaço, daí, "Veio a imagem da marcha ondulada da serpente ". Foi essa imagem que se consagrou na imaginação popular Descrevem o Boitatá como uma serpente com olhos que parecem dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas, nas beiras dos rios. Em Santa Catarina, a figura aparece da seguinte maneira: um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".
A versão que predominou foi a do Rio Grande do Sul. Nessa região, narra a lenda que houve um período de noite sem fim nas matas. Além da escuridão, houve uma enorme enchente causada por chuvas torrenciais. Assustados, os animais correram para um ponto mais elevado a fim de se protegerem. A boiguaçu, uma cobra que vivia numa gruta escura, acorda com a inundação e, faminta, decide sair em busca de alimento, com a vantagem de ser o único bicho acostumado a enxergar na escuridão. Decide comer a parte que mais lhe apetecia, os olhos dos animais e de tanto comê-los vai ficando toda luminosa, cheia de luz de todos esses olhos. O seu corpo transforma-se em ajuntadas pupilas rutilantes, bola de chamas, clarão vivo, boitatá, cobra de fogo. Ao mesmo tempo a alimentação farta deixa a boiguaçu muito fraca. Ela morre e reaparece nas matas serpenteando luminosa. Quem encontra esse ser fantástico nas campinas pode ficar cego, morrer e até enlouquecer. Assim, para evitar o desastre os homens acreditam que têm que ficar parados, sem respirar. e de olhos bem fechados. A tentativa de escapar da cobra apresenta riscos porque o ente pode imaginar fuga de alguém que ateou fogo nas matas. No Rio Grande do Sul, acredita-se que o "boitatá" é o protetor das matas e das campinas. A verdade é que a idéia de uma cobra luminosa, protetora de campinas e dos campos aparece freqüentemente na literatura, sobretudo nas narrativas do Rio Grande do Sul.
Ainda hoje, esta lenda folclórica impressiona adultos e crianças, sendo citada, inclusive, como personagem de destaque em várias obras contemporâneas como, por exemplo, “Quem tem medo do Boitatá?,de Manuel Filho, lançada em 2007. Nesta história infanto-juvenil, o avô do protagonista, Sandrinho, é cego pelo próprio Boitatá. A serpente também é relembrada na história de José Santos, “O casamento do Boitatá com a Mula-sem-cabeça”,onde o autor descreve de forma lúdica a união de vários seres do nosso folclore. Nas referidas obras, assim como em muitas outras, o ser fantástico é citado como “o Boitatá”, mas é possível encontrar citações como “a Boitatá” tal como ocorre na obra recente de Alexandra Pericão, "Uaná, um curumim entre muitas lendas",em que a serpente, também comedora de olhos, é descrita de um jeito bem contemporâneo, com citações divertidas como “Mas ninguém, até hoje, e isso é o mais espantoso de tudo, conseguiu colocar uma foto sua na internet. Apesar do tamanho gigante, a serpente é tão discreta, que só conseguem vê-la aqueles que ela mesmo captura”. Também José Simões Lopes Neto, em obra supramencionada, refere-se ao ser no gênero feminino, valendo citar o trecho: “Foi assim e foi por isso que os homens, quando pela primeira vez viram a boiguaçu tão demudada, não a conheceram mais. Não conheceram e julgando que era outra, muito outra, chamam-na desde então, de boitatá, cobra do fogo, boitatá, a boitatá!”.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Carolina

Aqui comprova-se o amor de Machado por sua esposa. Peço que leia com emoção, caso contrário, nem precise se dar ao trabalho.

    CAROLINA

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.

Trago-te flores-restos arrancados
De terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
                                                     Machado de Assis,1906(Após a morte da esposa).

Foi ou não foi sortuda Carolina? Tem como não se apaixonar?

POR RAFAELLA

Machado de Assis

Nunca pensei que a professora pudesse passar uma tarefa que fosse gostar tanto. Creio ter lhe subestimado e peço-lhe desculpas por isso. E tiro-lhe meu chapéu a ti!
 É com muita honra que tenho o imenso prazer de contar a vocês a história de um romancista que admiro profundamente. Deixo claro que não pouparei elogios!

                                       Machado de Assis

        Não sei exatamente por onde começar. Embora tenha inúmeras coisas a dizer, não sei  quais palavras certas a usar para me referir a alguém que é considerado um dos grandes gênios da história da literatura. Mas enfim, começarei pelo mais adequado a começar, pelo começo.
        
       Quem um dia poderia imaginar que um garoto simples, filho de um mulato que pintava paredes e de uma lavadeira, neto de escravos alforriados, fosse mais tarde entrar para a história da literatura? Você seria capaz de pensar ao contrario, caso o conhecesse?
        Pois bem, Joaquim Maria Machado de Assis, um nome bastante comprido, mas no entanto comum na época. Nasceu, viveu e morreu no Rio de Janeiro, que com certeza deve ter muito orgulho de ter sido a terra desse grande escritor.
         Desde pequeno foi grande motivo de orgulho para a família, já que ajudava no que fosse preciso. Não ia a escola frequentemente, porém sempre mostrou seu grande interesse pela leitura.
         Sua Infância foi um tanto difícil, mas superou tudo com muito esforço. Perdeu sua única irmã quando essa ainda tinha quatro anos. Sofreu com a perda da mãe aos dez anos e seu pai não demorou muito para que se casasse novamente. Creio eu que sua madrasta não era como a madrasta da Cinderela nem da Branca de Neve, já que depois da morte do pai, fora ela quem cuidara do menino e nas biografias de Machado pouco falam sobre ela e  muito menos de algum tipo de mal tratamento com ele.
          Machado trabalhou como aprendiz numa tipografia, adoraria lhes dizer o que é tipografia, mas como sei que a única que irá ler esse texto é a professora, que sabe o significado, então vamos adiante.
          Seus primeiros versos publicados foi num tal jornal, chamado "A marmota". Mais tarde recebeu alguns convites importantes, porém ainda não tinha alcançado a fama. Não era mais um garoto tão simples, tinha já conseguido subir um pouco na vida.
          Elegante e culto, se apaixonou por Carolina, a quem defino de sortuda. A moça era  cinco anos mais velha que ele, mas isso de nada atrapalhou os dois. A família era contra o casamento, mas não pode impedir  a união do casal. Se casaram e foram intensamente felizes. Muitos dizem que Carolina influenciou o amadurecimento intelectual de Machado.
          De fato,a família da moça pagou a língua, pois Machado era perdidamente e incondicionalmente apaixonado pela esposa. Quem dera eu fosse Carolina! Cartas endereçadas a ela antes do casamento e também após, comprovam que ela foi muito amada pelo marido. Tenho certeza de não sou a unica que gostaria de ser Carolina.
          Machado conseguiu a fama ao longo do tempo. Se tornou presidente da Academia de Letras.
          Até agora não citei nenhuma obra dele, pois então citarei algumas que  eu já li.
    
       Dom Casmurro foi o melhor livro que li dele e uma de suas obras mais famosas, qualquer dia desses, falarei da história com muito prazer.
      Memórias Póstumas de Brás Cubas fica em segundo lugar, é um livro maravilhoso que recomendo pra todos.
      Poesias ainda não tive  a oportunidade de ler, mas com certeza ainda irei lê-las, "Crisálidas", se não me engano é sua primeira obra publicada, e tem "Americanas", a segunda, creio eu.
      Contos tem " A cartomante" , já vi o teatro e "O Alienista", já li e vi o teatro, há outros também, como: O Enfermo, A Carteira e O Almirante.

       Bom, sinto-lhes informar que já estou no fim da história.

     Carolina morreu aos setenta anos de idade. Machado sofreu  um grande choque, após a morte da esposa, sua saúde ficou frágil, como tinha epilepsia piorava cada vez mais. 
      Dizem que Machado visitava a mulher no túmulo todos os domingos. Suas últimas obras foi dedicada a Carolina. Não me lembro ao certo, mas sei que escreveu algo falando sobre que agora que a esposa se foi  sua vida não havia mais sentido.
      Machado de Assis morreu em 29/09/1908, deixando amigos e fãs muito tristes. Foi decretado luto no Rio de Janeiro, como era de se esperar, em seu enterro comprovou-se que havia conseguido alcançar a fama, já que uma multidão foi pela última vez se despedir de Machado de Assis.
        Ele foi comparado com escritores muito famosos e considerado um dos maiores escritores de todos os tempos, pra mim, ele sempre foi, é e sempre será o melhor escritor de todos os tempos. 
        Foi amigo de José de Alencar que inclusive em um dos seus livros usou o nome de Machado para um de seus personagens.
        Como Machado escolheu escrever em português, que na época  não era uma língua muito comum, atrapalhou sua fama internacional, porém, mais tarde, após sua morte seus livros foram traduzidos para outras línguas.
          Sobre a religião de Machado nada se sabe, há vários rumores sobre o assunto mais nada comprovado. Na minha opinião creio que ele era católico, já que falava muito sobre padre em suas obras e por ter se tornado amigo de um, quando criança.
           Mas enfim, cheguei ao fim, e digo que bendito foi o dia 21 de junho de 1839, em que nasceu um grande escritor, que mais tarde serviria de inspirações para muitos outros.
            Como dizem os baianos, Machado é meu rei, meu rei da literatura.
            É com muito orgulho que digo que admiro Machado de Assis e que sou fã do tão ilustre escritor.
             
   Espero que tenham gostado e me perdoem se não usei as palavras corretas para me referir a ele.
                                                    Agora, pergunto-lhes, tem como não gostar?

POR RAFAELLA

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

No restaurante

Foi pedido pela professora que transformasse um texto do livro em um texto teatral. Pois então vamos lá.

                                                     No restaurante

cenário: restaurante.
cena: filha, pai e garçom.

Filha: (entra no restaurante) Quero lasanha.
Pai: meu bem venha cá.
Filha: Quero lasanha.
Pai: escute, aqui querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
Filha: (senta na mesa) Não, já escolhi. Lasanha.
         (Pai olha pra filha).
Filha: vou querer lasanha.
Pai: filhinha, por que não pedimos camarão?Você gosta tanto de camarão.
Filha: Gosto, mas quero lasanha.
Pai: eu sei,eu sei que você gosta de camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
Filha: (brava) Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
Pai: Vamos fazer uma coisa. Depois de camarão a gente pede lasanha. Que tal?
Filha: (persiste) você come camarão e eu como lasanha.
         (Garçom se aproxima)
Filha: quero lasanha.
Pai: (corrige) Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
          (Garçom vai embora)
          (Filha chateada com o pai)
          (Garçom volta com o pedido)
Filha: (Alegre) Tem lasanha?
Garçom: perfeitamente senhorita.

POR RAFAELLA

domingo, 16 de setembro de 2012

Não vale a pena

   Resenha do livro "o médico e o monstro"
       
         O médico e o mostro, de Robert Louis Stevenson, tem a intenção de nos mostrar que todos nós temos um lado bom e mal ao mesmo tempo.
          Utterson, advogado e amigo do doutor Jekyll, recebe um testamento do amigo, que  em caso de sua morte ou desaparecimento toda sua fortuna ficaria para um tal sr.Hyde. Tais cláusulas preocupam o advogado, que mal imagina que Hyde e Jekyll, ambos de personalidades totalmente opostas pudessem ser a mesma pesssoa.
            Durante todo o livro nada faz com que nos interessemos pela história.
            Além de não nos prender a atenção, as caracteríscas do personagens de nada se parecem com o que é discrito delas. Como por exemplo, descrevem o advogado como uma pessoa fria, frugal, fechada, um homem de poucas palavras, mas ao mesmo tempo adorável. Como uma pessoa pode ser frio, fechado, mas adorável ao mesmo tempo? Ou é uma coisa ou é outra.
             Ao decorrer da história percebemos que Utterson não é nada frio, pelo contrário, ele é totalmente simpático, comunicativo, amigo...Já o doutor é descrito como um homem generoso, simpático, mas é mostrado de uma forma fechada, como foi descrito o outro.
              Outro ponto bastante negativo, são as ilustrações. Hyde é descito pelo narrador como uma homem baixo, apavorante, que causa medo, porém não sabe se dizer exatamente o que causa medo, já que não há nenhum traço de deformidade em sua fisionomia, porém na ilustração ele é alto e a deformidade em seu rosto é bem visível.
               A forma da linguagem também é outro ponto, pois de dois em dois minutos precisa-se procurar o significado de uma palavra no dicionário.
                Sem duvida, não é um livro que vale a pena ser lido e muito menos recomendado.

POR RAFAELLA.

Cantigas de Roda

Relembre agora sua infância.


Capelinha de melão
Capelinha de melão
É de São João
É de cravo, é de rosa,
É de manjericão
São João está dormindo
Não acorda, não
Acordai, acordai,
Acordai, João! 
Caranguejo 
Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!
Atirei o pau no gato
Atirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 
Ciranda cirandinha
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou
Por isso, D. Fulano entre dentro dessa roda
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora
A ciranda tem tres filhas
Todas tres por batizar
A mais velha delas todas
Ciranda se vai chamar
Escravos de Jó
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa o Zé Pereira ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.

www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/cantigas_de_roda

                                             Saudades de voltar aos velhos tempos?

POR RAFAELLA.

Trava-língua

Gosta de desafios? Se a resposta for afirmativa, pois então tente este desafio abaixo.

Se o papa papasse papa, se o papa papasse pão, se o papa papasse tudo, seria um
papa pão.
     ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
     ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
O doce perguntou pro doce
Qual o doce mais doce
Que o doce de batata-doce.
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
Batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.
     ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente sem
suceder o sucesso.
     ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
O tempo perguntou pro tempo
Quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o tempo tem.

www.oqueeoquee.com/trava-língua
                                                            Conseguiu?

POR RAFAELLA.

Parlendas

Ria um pouco com as parlendas abaixo.

Vaqueiro fala de boi
Jovem fala de namorada
Fala que foi.
         ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Nuvem sol
Sol nuvem
Céu chuva
Chuva céu
Ai meu Deus
Perdi meu anel
         ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Jacaré foi ao mercado
Não sabia o que comprar
Comprou uma cadeira pra comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira esborrachou
Jacaré chorou, chorou
O dinheiro que gastou
            ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Serra, serra,serrador!Serra o papo do vovô!Quantas tábuas já serrou?
            ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Lá em cima do piano tem um copo de veneno
Quem bebeu morreu
O culpado não fui
Eu
           ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Eu sou pequena,
Da perna grossa,
Vestido curto,
Papai não gosta
            ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Comi carne moída
E meu interior ficou moído
Meu filho moeu paçoca
E meu cabelo ficou uma maçaroca
             ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Tem peixe na pia fria,
Pula gato, gato mia
Lá vem a tia Maria,
E não vem de mão vazia
Pula gato, gato mia
Caiu o chinelo qu'ela trazia.

   www.brinquedotoca.org.br
                                     
                                        Gostaram?


POR RAFAELLA.

O que é o que é?

Veja se você consegue adivinhar.

1- O que é o que é, quanto mais se seca,mais fica molhada?
2- O que é o que é, quanto mais a gente perde, com mais a gente fica?
3- O que é o que é, quanto mais se tira mais a gente tem?
4- O que é o que é, quanto mais ruga tem mais novo é?
5- O que é o que é, branquinho, tem a mãe desdentada e o pai  cantor?
6- O que é que nasce no rio, mora no rio e vive no rio?
7- O que é o que é, guarda aviões, mas não é aeroporto, guarda dinheiro, mas não é banco?
8- O que é que tem capa, mas não é super-homem, tem folha, mas não é arvore, tem orelha, mas não é gente, e é surdo , mas conta tudo?
9- O que é o que é, se eu for no seu, você não vai no meu, e se você for no meu eu não vou no seu?
10- O que é o que é, fica entre as pernas, começa com B, tem C no meio e termina com A?(Cuidado com a besteira).


RESPOSTAS:
1- Toalha.
2- Sono.
3- Fotografia.
4- Pneu.
5- Ovo.
6- Carioca.
7- O terno do Silvio Santos.
8- O livro.
9- Velório.
10- Bicicleta.
  www.oqueeoque.com

                                     Espero que tenham se divertido!

POR RAFAELLA.

sábado, 15 de setembro de 2012

Lenda Folclorica

Caros visitantes,
Não sei dizer exatamente se sou eu que estou atrasada ou se foi a professora que me pediu tarde... mas enfim, isso já não importa. Sei que já passou o folclore, mas veja aí uma lenda.

                                             CORPO SECO


"O Corpo-Seco é a morada do espírito estridente que vaga depois da meia-noite, enchendo de medo os que ouvem a ressonância dos gritos apavorantes. Condenada a uma pena terrível, a alma dos grandes pecadores reside, durante o dia, no Corpo-Seco, múmia esquecida e sem história, no deserto dos cemitérios...” (Câmara Cascudo)

Esse personagem do folclore brasileiro é comum no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e região Centro-Oeste. De acordo com a lenda, o corpo-seco foi um homem de índole tão ruim, tão perverso que durante toda a sua vida adulta batia freqüentemente na própria mãe.

Após sua morte ele foi rejeitado por Deus e até pelo Diabo. Até mesmo a terra, onde havia sido enterrado, o expulsou. Com o corpo em estado de decomposição teve que sair de seu túmulo. Começou a viver como alma penada, grudando nos troncos das árvores, que secavam quase que imediatamente.

Ele então passa a viver assombrando as pessoas nas estradas, grudando em seus corpos e sugando o sangue, igual vampiro. A vítima pode morrer caso ninguém passe na estrada para salvá-la.

Conta-se no sertão, que certa vez uma pobre mulher, amadora dos bons guisados de urupês (orelha de pau) vagava pela mata para colher os apetecidos, quando se deparou caído um pau-piúca, onde abrolhavam os saborosos parasitas, alvos como pipocas. Colhia-as quando, no desvendar a parte extrema do madeiro, se tomou de pavor e muito susto ante dois olhos escarninhos que a fitavam, e disparou a correr desorientada sob o riso cachinado do Corpo-Seco a chancear da peça que pregou à pobre mulher.

Fontes: Portal São Francisco; Wikipedia; Sua Pesquisa - Folclore
 Everaldo J dos Santos
                              
                                     
POR RAFAELLA